O Jornal
Acredita-se que os antigos gregos e romanos desprezavam o trabalho manual e tinham uma ciência puramente teórica, que não ligava para experimentos. Mas pelo menos em uma área esse lugar-comum não valia: na fabricação de catapultas. É o que argumenta a historiadora da ciência Serafina Cuomo, do Imperial College de Londres. Analisando os escritos de matemáticos como Filo de Bizâncio (século 3 a.C.) e Hero de Alexandria (século 1 d.C.), a historiadora chegou à conclusão de que a construção dessas máquinas de guerra era um dos principais ramos da ciência antiga. “Era um estudo que combinava geometria, física e tecnologia”, afirma. O desenvolvimento das catapultas também criou relações estreitas entre os governantes e os cientistas, como ocorre até hoje nas pesquisas de tecnologia militar dos Estados Unidos. Os pesquisadores ganhavam bem, mas às vezes também sofriam ameaças para criar os equipamentos mais mortíferos dos campos de batalha.
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Aventuras na História
edição 075, outubro 2009
Babilônia.
Um mergulho profundo na civilização que nos deu a escrita, a matemática, a astronomia e a Torre de Babel.
- sumário da edição 075
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