Refino a bordo
No próprio convés, o material era separado e a gordura era imediatamente cozida em fornos. A parte mais fina virava azeite, o principal e mais caro produto retirado da baleia
Alvo móvel
Em barcos a remo, os caçadores tinham de chegar a poucos metros da baleia para arpoá-la. Um bom atirador devia fazer o arpão entrar pelo menos 1,20 metro no corpo da bichona. Aí, era se segurar e esperar a baleia sangrar até cansar
Carga pesada
O azeite refinado no convés seguia através de canaletas até o andar de baixo, onde caía em barris de madeira e era armazenado. Um baleeiro grande podia armazenar até 8 mil barris com 200 litros de óleo cada um
Desperdício
A baleia capturada era muito pesada para ser levada a bordo. Atada ao navio, ela era cortada ainda na água. Os filetes de pele, depois as fatias de gordura, iam sendo içados por partes. Menos de 10% do peso total do animal era aproveitado
Carne congelada
Restos arqueológicos no Atlântico Norte indicam que esquimós caçam baleias há pelo menos 3 mil anos. Estima-se que eles consumiam sua carne como alimento e usavam seus ossos como ornamentos.
Indústria pesada
No século 12, o óleo era usado como cimento na construção civil, mas no século 17, o azeite assumiu o papel de principal “derivado”. Em 1670, barcos americanos já possuíam fornos a bordo para refinar a gordura.
Movida a óleo
A revolução industrial, no século 19, exigiu cada vez mais combustível. A caça ao cachalote (eternizada no clássico Moby Dick), espécie maior e com grande quantidade de óleo, se tornou mundial.
Presa fácil
No fim do século 19, os baleeiros à vela foram trocados pelos movidos a vapor e foi inventado o arpão atirado por canhão. O número de animais mortos saltou de 2 mil, em 1900, para 20 mil, em 1911.
Moratória
Em 1946, criou-se a Comissão Baleeira Internacional para proteger espécies à beira da extinção. Em 1986, declarou-se uma moratória de cinco anos (que tem sido sucessivamente renovada) que proíbe a caça para fins comerciais.
Ciência e carne moída
Japão, Noruega e Islândia alegam caçar baleias “para fins científicos”. Mas no Japão, uma cadeia de fast-food lançou em junho o hambúrguer de baleia minke. Com alface e maionese, o sanduba custa 8,30 reais
Azeite
Era usado na iluminação pública, como lubrificante e na fabricação de sabão, margarina, fertilizantes e tintas
Gordura
Utilizada na fabricação de cosméticos e medicamentos (especialmente em ungüentos para dores de barriga)
Ossos
Leves como os ossos dos peixes e resistentes como os dos mamíferos, eram os preferidos da indústria de móveis
Barbatanas
Graças a sua flexibilidade, eram utilizadas pela indústria da moda, de espartilhos, anáguas e sombrinhas
Âmbar
Retirado dos intestinos da baleia, era usado na indústria de perfumes
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Aventuras na História
edição 075, outubro 2009
Babilônia.
Um mergulho profundo na civilização que nos deu a escrita, a matemática, a astronomia e a Torre de Babel.
- sumário da edição 075
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